dill rhodrigues

Dill Rhodrigues 

-  P s i c o t e r a p e u t a  -

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COMPENSANDO EMOÇÕES COM ALIMENTOS

 

Hoje, quero dividir com vocês um pouquinho a respeito da ligação dos alimentos e nossas emoções.

 

O alimento físico, preferencialmente àqueles isentos de agrotóxicos, tem a função de nos manter nutridos fazendo com que nosso organismo trabalhe perfeitamente, proporcionando saúde e bem estar. Vocês hão de concordar comigo que isso nem sempre é possível devido a poucas opções saudáveis que temos no mercado. Temos grandes indústrias alimentícias que nos oferecem alimentos que não geram saúde. Isso é triste!

 

A função deste artigo não é falar sobre a qualidade dos alimentos que devemos ingerir, mas fazer uma breve reflexão sobre a vontade de comer com as emoções que estamos emanando/sentindo no momento em que procuramos nos alimentar.

 

Então, o que tem haver os Alimentos com nossas Emoções? Tem tudo haver e devemos nos atentar a isso.

 

Nossas emoções são despertadas pelos mínimos acontecimentos que ocorrem em nossas vidas o tempo todo. Nosso sistema emocional é complexo e altamente sensível. Ele é afetado diariamente, bombardeado por situações que geram estresse, sentimentos como medo, ansiedade, nervosismo, tristeza, alegria, depressão, euforia e por aí vai.

 

Uma questão para refletirmos:

 

Quando comemos, estamos “nutrindo” nosso corpo para aumentar nossa saúde e bem estar ou estamos tentando suprir uma emoção que não estamos conseguindo lidar?

 

Muitos de nós, inclusive eu, procuramos nos alimentos suprir uma necessidade emocional. Sabe aquela sensação de vazio que não conseguimos identificar de onde vem? Pois é, é esse vazio (que muitas vezes) procuramos preencher de alguma forma, e da forma mais fácil e cômoda. Alguns é com alimentos, outros através do vícios permissivos (bebida, cigarro, sexo, compras etc).

 

Eu observei que somos levados a agir assim desde bebês. Não digo todos, mas a maioria de nós. Desde crianças somos doutrinados desta maneira. Se o bebê chora, a mãe logo pensa que é porque a criança está com fome. Pode ser qualquer outra coisa, mas logo já pensamos na questão (comida) e aí, a criança fica “compensada/associada” emocionalmente com o alimento. Claro, não estou generalizando. Existem mães carinhosas e muito atenciosas com seus filhos e sabem muito bem quando o bebê está ou não com fome. Acontece que crescemos e continuamos com essa informação em nosso sistema, a de comer quando não sabemos o que estamos sentindo.

 

Se estamos ansiosos ou tristes somos instigados a comer ou beber alguma coisa. Ou seja, precisamos colocar algo na boca no afã de mudar aquela frequência para nos sentirmos bem. O contrário também é verdade, pois perdemos vontade de comer até que a situação ou o problema seja amenizado ou resolvido. Podemos associar esse comportamento com outros costumes, por exemplo, o de fumar e o de beber (onde há fortes indicativos de carência afetiva). 

 

Perceber isso, contrariamente ao que muitos pensam, não requer muito esforço. Se começarmos a observar e questionarmos antes de comer, vamos aprender muitas coisas. Então, procure fazer a seguinte pergunta:

 

- O que vou comer ou estou comendo é pra saciar a minha fome (nutrir meu corpo) ou para tentar amenizar uma emoção?

 

Se for para amenizar uma emoção, não se culpe e nem fique se cobrando por isso. Se tiver esta sacada comendo, não pare! Continue comendo e com muito prazer agradecendo pelo alimento. Só pelo fato de você ter se conscientizado disso já valeu o trabalho. O exercício de auto-observação funcionou. E assim, nas próximas vezes em que for comer, sua inteligência interior vai te alertar novamente sobre esta questão. Ocorrerá um estálo em seu cérebro que vai alertá-lo sobre esse comportamento. Caberá a você agir com discernimento escolhendo continuar ou não agindo assim. É assim mesmo, a nós é dado o poder de escolher.

 

No entanto, caso não consiga lidar sozinho com algumas emoções que percebe estar alterando o seu comportamento alimentar, sugiro buscar ajuda.

 

Nosso corpo é uma máquina extremamente inteligente. Conforme vai se observando, você desenvolverá o seu equilíbrio. E com equilíbrio nossas vidas seguem com mais leveza, alegria e saúde.

 

Fico contente em compartilhar este assunto com você.

 

Esse é um texto pessoal onde dou meu ponto de vista através de minhas experiências e observações.

 

Você é livre para discordar de tudo o que expus aqui, mas espero que tenha aprendido algo com esta leitura.

 

Um forte abraço com muita saúde e equilíbrio emocional!

 

 

Dill Rhodrigues

 

 

 

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