Dill Rhodrigues 

-  P s i c o t e r a p e u t a  -

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E S T R E S S E

 

 

Estresse é a resposta física, psíquica e comportamental de uma pessoa que busca se adaptar às pressões que sofre cotidianamente. É impossível viver neste mundo sem sofrer um pouquinho de estresse. Ele é necessário porque nos mantém em alarme para tomar algumas atitudes. A coisa começa a ficar ruim quando não se gerencia ele, tornando-se um grande problema de saúde.

 

As diversas reações que o estresse provoca:

 

O indivíduo manifesta postura muito rígida, tem tremores, segura as coisas com muita força.

 

Tiques nervosos, piscar de olhos constantes, pigarros, balançar nervoso das pernas.

 

Aumento da pressão arterial, diarréia, urinar com frequência, taquicardia, dificuldade de respiração, na digestão de alimentos, transpiração excessiva, a pele fica mais avermelhada, principalmente no rosto.

 

Cansaço, fala atrapalhada, hiperatividade, fala excessiva, entendia-se com facilidade, falta de interesse, resfriados frequentes, úlcera, doenças cardíacas, colites, hemorróidas, mialgia. 

Demonstra estar acelerado, com pressa constantemente, irritação, impaciência, pânico fácil, suspiros, apreensividade.

 

Evita contato com pessoas, fuma excessivamente, mudanças de hábitos (mais ou menos organizado), excesso em assistir TV, preocupação excessiva, pensamentos obsessivos, compulsões, explosões emocionais, ausência de senso de humor. Culpa, ciúmes, raiva, insônia ou sono excessivo, pesadelos, come demais ou tem falta de apetite, falta de memória, dificuldade em concentrar-se, confusão mental, estado de vigilância fora do normal.

 

Diante de uma situação estressante, várias respostas fisiológicas acontecem:

 

a) A respiração acelera para que os pulmões assimilem mais oxigênio;

 

b) O fluxo de sangue pode aumentar em até 300% a 400%, para aumentar a circulação nos músculos, pulmões e cérebro;

 

c) Os hormônios esteróides abafam parte da resposta imunológica para que os elementos de defesa (células vermelhas, lecócitos e moléculas imunes) possam ser redistribuídos;

 

d) Os elementos de defesa são enviados para onde a lesão ou infecção são mais prováveis (pele, medula óssea e nódulos linfáticos);

 

e) Os fluídos corporais são divergidos das áreas onde não são tão necessárias, incluindo a boca. Isso causa boca seca e dificuldade para falar. Além disso, o estresse pode ocasionar espasmos dos músculos do pescoço, causando dificuldade na deglutição;

 

f) Os efeitos do estresse divergem o sangue da pele para os músculos e coração. Um espasmo do couro cabeludo pode fazer com que os pelos fiquem eriçados; e

 

g) O estresse diminui a capacidade absortiva do sistema digestivo, considerando não essencial para a luta ou fuga.

 

Quando passado o perigo, os hormônios do estresse diminuem, o que diminui também a reação dos outros sistemas.  

 

As consequências do estresse:

 

CARDÍACAS

O estresse, tanto corporal quanto mental, pode desencadear uma angina do peito. Quando o indivíduo já é cardiopata, esse risco aumenta. A hiperatividade simpática pode produzir vários efeitos danosos como a vasoconstrição das coronárias; arritmias cardíacas; aumento do colesterol; aumento dos níveis de estrogênio causando maior risco em mulheres para cardiopatias; estresse também provoca hipertensão arterial.

 

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL - AVC

Estudos indicam que o estresse aumenta a possibilidade de acidentes vasculares cerebrais, principalmente pela elevação da pressão arterial.

 

INFECÇÕES

A reação do estresse abafa a reação imunológica, aumentando a vulnerabilidade para resfriados, herpes ou HIV. Um trabalho no NIH, apontou relações entre estresse e o sistema imunológico. Nesses casos, existe um embotamento da resposta imunológica que torna a pessoa mais suscetível a doenças.

 

SISTEMA DIGESTIVO

Vários problemas digestivos podem ocorrer em decorrência do estresse como a síndrome do cólon irritável; úlcera péptica; doença de Crohn e colite ulcerativa.

 

ESTRESSE E ALIMENTAÇÃO

Um trabalho publicado no Journal of International of Obesity, examinou 7.000 mulheres e 2.000 homens com idades entre 40-60 anos, habitantes de Helsinki. 1/4 das mulheres e 19% dos homens relatou ganho de peso. Entre as mulheres, uma insatisfação de trabalhar e cuidar dos afazeres domésticos estavam associados com ganho de peso. Entre os homens, aqueles com empregos de alta demanda ganharam mais peso do que aqueles com empregos menos estressantes. Um estudo da Mayo Clinic Foundation estabeleceu uma relação entre apetite e estado de humor.

 

Pessoas estressadas tendem a consumir alimentos insalubres como carboidratos, gorduras e comidas salgadas, que causam aumento de peso e risco de doença cardiovascular. Esses alimentos funcionam com propriedades viciantes, que aumentam os opiácios cerebrais, relacionados com o aumento do humor e prazer.

 

MEMÓRIA, CONCENTRAÇÃO E APRENDIZAGEM

Estudos mostram que o cortisol cronicamente liberado causa atrofia do hipocampo, especialmente danoso para crianças em fase de desenvolvimento. Estudos com pacientes sofredores de estresse pós-traumático também tiveram um índice de 8% de atrofia do hipocampo. Num outro trabalho, pacientes em uso do cortisol (hormônio principal do estresse), demonstraram deficiências de memória, assim como outros sujeitos ao estresse agudo.

 

DIABETE

O estresse crônico tem sido associado à insulino-resistência, um fator primário na diabete. Além disso, pacientes diabéticos sujeitos ao estresse pioram seu quadro.

 

TRANSTORNO DO SONO

O estresse é causa frequente de insônia, principalmente da forma intermediária e precoce.

 

DISFUNÇÕES SEXUAIS

Em mulheres, o estresse pode causar a diminuição no desejo e dificuldade em ter orgasmo. Em homens, pode haver impotência por vasoconstrição peniana. Mulheres podem adquirir síndrome pré-menstrual em decorrência do estresse e alguns estudos indicam diminuição da fertilidade.

 

fonte: Unidade do Ser - Núcleo de Desenvolvimento Humano


 

Observaram o tanto de problemas que o não gerenciamento do estresse pode causar? Pois é, é algo muito sério para deixar de lado.

 

Busquem uma vida mais leve. Prestem atenção aos seus sentimentos e emoções. Cuidem da alimentação. Façam exercícios regularmente. Não precisa ir na academia todos os dias, uma caminhada de 30 minutos já ajuda a amenizar o problema. A observação da natureza, a leitura de um bom livro, a seleção de programas de TV saudáveis também é muito importante. 

 

Existem muitas coisas interessantes para se fazer na vida, descubra o que mais lhe dá prazer. Viva bem.

 

 

Dill Rodríguezs

 

 

 

 

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